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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Estudar com a Escola Virtual

Quando fizemos a encomenda dos livros escolares do ano lectivo 2016/2017 através da Wook (ver este post), recebemos, juntamente com a encomenda e gratuitamente, o livrinho "Estuda menos, estuda melhor", facultado pela Porto Editora. Com imensas dicas sobre os melhores métodos de estudo, traz também um código que permite experimentar, sem custos, a plataforma "Escola Virtual" durante 30 dias.

estudar, escola

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Ciência em Cena - Concurso para alunos do 9.º ao 12.º ano (Divulgação)

gulbenkian, concurso, alunos

Filma as tuas palavras, os teus gestos, as tuas ideias e partilha uma boa história


O Ciência em Cena é um concurso anual de ideias criativas, dinamizado pelo Gulbenkian Descobrir e pela Associação Maratona da Saúde, que pretende despertar o interesse dos jovens estudantes (9º, 10º, 11º, 12º anos e ensino profissional) pelo conhecimento científico, consciencializando-os para as várias doenças e sensibilizando-os para a solidariedade.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Crianças & animais - Educar para a responsabilidade

Quando uma criança nasce num lar onde já existem animais, geralmente a adaptação ocorre mais da parte do próprio animal, especialmente se se tratar de um animal que interaja mais com os donos, como por exemplo um gato ou um cão. No entanto, quando o animal chega a uma casa onde já existem crianças, é preciso que elas tenham a noção de que o animal não é mais um brinquedo, mas um ser vivo com o qual terão de ter alguns cuidados.
cachorro

domingo, 25 de setembro de 2016

Dormir cedo sem dramas

Cá em casa temos horários complicados. Corrijo: o meu já não é complicado desde julho, quando fiquei desempregada, mas antes disso, era um horário do cão, basta dizer que às 4h já estava de pequeno-almoço tomado. E o meu marido, com uns turnos tramados, também não tem vida fácil, anda sempre a alterar o horário dos sonos. Quando o meu filho nasceu, conciliar estes horários tão díspares, foi uma preocupação.
sleep

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Telemóvel q.b....

Não sei se é por uma questão de mentalidade, dado que na minha infância e adolescência não havia telemóveis (atenção, não sou tempo dos dinossauros, mas vou entrar nos entas ainda antes do ano acabar...), ou se será simples embirração, mas tenho uma quedazinha para me irritar quando vejo crianças pequenas a idolatrarem um telemóvel...

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Stop bullying... it hurts!

Neste início de setembro, andamos todos (pelo menos aqueles que têm filhos em idade escolar) em grande azáfama a preparar o seu regresso às respetivas escolas. Andamos ocupados a comprar livros, material escolar, a preparar roupas, decidir que ATL/Centro de Estudos escolher, etc, uma trabalheira que nunca mais acaba. Há contudo uma preocupação que não devemos descurar. Falar com os nossos filhos sobre bullying é a melhor forma de os alertarmos para os seus perigos.


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Prendinhas para usar na escola

Não sou adepta de comprar uma mochila diferente para o meu filho a cada ano que passa só porque tem de ser. Desde que a do ano anterior esteja em condições, nem se pensa duas vezes. A excepção foi no ano em que lhe ofereceram uma mochila com trolley incorporado, pensei que ia dar muito jeito, mas estorvava mais do que facilitava, uma vez que o ia levar quase todos os dias de autocarro, era um peso extra que tinha de carregar. Ainda por cima, na escola ele tinha de descer uma escada imensa para ir para a sala de aula, e ia com aquele peso monstro que só lhe fazia mal... Por isso, no ano seguinte, não hesitei e comprei-lhe uma mochila nova, sem trolley.

Sou sempre o mais poupada que consigo, mas também não me agrada comprar muito barato num ano para voltar a ter de comprar logo no ano seguinte. O meu método consiste em ir comprando durante o ano aquelas coisas mais básicas, como lápis, borrachas, canetas, cadernos de capa preta, colas, etc.. Fico com esse stock em casa e na altura do início das aulas só me falta comprar aquelas coisas que dependem mais dos pedidos específicos dos professores.

Como o G. faz anos antes do início do ano letivo e a avó me tinha pedido ajuda para escolher a prenda dele, resolvi levá-lo à Staples a vermos as mochilas, só para ver a reação dele, se alguma a um preço razoável lhe agradava. A do ano passado que ele adorava, já durava há dois anos e tinha um fecho estragado e estava estafadinha até mais não.

Mal deu de caras com uma da Star Wars, ficou rendido. Havia outras com os mesmos personagens, ao mesmo preço, mas aquela arrebatou-o mesmo. Disse-lhe que não íamos levar naquele dia porque ainda precisava ver o que mais fazia falta para a escola e que era mais fácil levarmos depois tudo, lá se conformou, apesar de pesaroso e a pensar que quando a fossemos buscar, já não a encontraríamos.

Quando o pai veio ter connosco, dei uma desculpa que precisava de ir comprar umas coisas para mim e que não os queria aborrecer, que fossem passear um pouco, corri novamente para a Staples e inspecionei a mochila com mais atenção, pareceu-me resistente, de boa qualidade, juntei um estojo igual, que um dos do ano passado também precisava ser substituído, uma embalagem de cores de cera twist-up que nunca podem falhar também no estojo do G., umas canetas BIC que já são tradição e aproveitei para descontar um dos dois vales de 5€ que a Staples me havia enviado, tudo para a mala do carro, missão cumprida, avó! ;)




E pronto, a saga Star Wars vai continuar... pelo menos cá por casa! Lá vou eu todos os dias começar as minhas manhãs com este personagem sinistro a olhar para mim...


Estes lápis de cera twist-up já acompanham o meu filho desde o primeiro ano. São super-práticos, as cores muito luminosas, ele adora-os e eu, quando vejo os resultados no papel, também :) Já quando era mais pequenino e andava na pré, lhos comprava, a embalagem mais pequena, para se entreter em casa. Houve um ano em que experimentei outra marca branca, mas o resultado foi desastroso. Eram ligeiramente mais baratos, mas as cores muito mais esbatidas e se algum caísse no chão, as cargas partiam logo. Estas às vezes também se podem partir (houve uma altura em que tive de me chatear com ele porque andava com a mania de tirar as cargas da caneta plástica, ora aí às vezes partia-as...), mas mesmo assim são mais resistentes. São mesmo práticas, à medida que se vão usando, roda-se um bocadinho a parte de cima e a ponta vai descendo. Um ótimo investimento :)

      

Eu adoro as canetas BIC, o único problema do G., que pode acontecer com qualquer caneta, é que como é esquerdino, ao escrever vai passando a mão por cima e se a caneta largar muita tinta, pode borrar. Já me apercebi que com estas edições mais 'especiais', geralmente não acontece tanto, por isso aposto nelas também.    

 Posto isto, será que ele gostou? Ou ficou danado por receber material escolar? Adorou! Quando abriu o saco-presente e viu a mochila ficou  histérico. Acho que ele estava mesmo convencido que quando esta semana voltássemos à loja, já não ia ter a mochila nem as cores de cera, que muitas vezes esgotam logo de seguida. 

Às vezes temos a ideia preconcebida que por serem crianças só acham piada a brinquedos e nem sempre acontece. Ainda no ano passado a minha mãe ficou espantada com a alegria dele quando recebeu uns sapatos da H&M como prenda dela e disse que tinha sido a melhor prenda do dia (partilha da doideira da mãe pela H&M), esquecendo o tablet novo, jogos de consola, etc... É bom darem valor também às outras coisas que são necessárias no dia-a-dia e que não caem do céu. Fico agradecida por ele perceber isso. Não sabemos o dia de amanhã. Prefiro sempre dar graças pelo que tenho do que chorar pelo que não tenho. É muita frustração inútil acumulada. E não quero que ele cresça assim. Haverá muitas opções que vai fazer diferentes das minhas, não o poderei evitar e faz parte da vida. Mas ficarei feliz se forem sempre opções conscientes. Oh céus, mas o que tem isto a ver com material escolar?? Nada, eu sei, a conversa é mesmo como as cerejas... :D      
          

    

        

Confiar também é educar

Tinha do povo alemão uma visão de um povo algo rígido, pouco descontraído. Mas há dias li na revista Time  (http://time.com/) um artigo que relatava a experiência de uma mãe americana que vai viver para a Alemanha e dá de caras com uma realidade com a qual não esperava deparar-se: um povo que tenta incutir as noções de responsabilidade e confiança nas suas crianças desde muito cedo e de uma forma muito natural e descontraída.

Uma das coisas que lhe fez imensa confusão foi estar num parque infantil e ver os pais completamente embrenhados nas suas conversas, enquanto os miúdos brincavam e trepavam por todo o lado, chegando mesmo a atingir grandes alturas em brinquedos mais altos. Também a mim faria, confesso, que não tiro os olhos do meu nem por nada, então especialmente quando era mais pequenino, eu era a verdadeira mãe-sombra, ficava sem pinga de sangue se de repente ele se me escapava da vista...

   
Outro facto que causou estupefação a Sara foi a forma como as crianças no pré-escolar não são de forma alguma estimuladas para a leitura. O jardim de infância funciona apenas como um espaço de brincadeira e de aprendizagem das regras básicas da interação social. E mesmo no primeiro ano do ensino oficial, as crianças não são tão forçadas a ler como por exemplo no nosso país. E até se podia pensar que os indicadores de literacia na Alemanha poderiam sair prejudicados, mas não, estão mesmo acima da média. Não me conformo com isto, vai contra todos os meus princípios!! ;) Não acho que se deva forçar, mas sim corresponder aos estímulos das crianças dessas idades, elas querem sempre mais, não lhes devemos negar isso. Eu lembro-me do meu G. com três anos e uns meses, na hora de lermos as histórias do final do dia, interrompia-me diversas vezes a perguntar que letra era aquela e mais aquela e a outra...

Uma coisa que os alemães encorajam imenso e aí, dou-lhes toda a razão, é o contacto das suas crianças com os espaços de brincadeira ao ar livre. O clima por lá, como sabemos, está longe de ser ameno, mas nem nos dias cinzentos e frios prendem os petizes em casa.

Deixar os filhos andarem pelas redondezas sozinhos é outra coisa que também faz parte da mentalidade alemã. Na sua perspetiva, não se trata de desleixo ou abandono, mas sim de lhes transmitir confiança e fazer com que ganhem mais responsabilidade. Se eu até posso perceber a lógica deste ponto de vista, daí a pô-lo em prática vão outros quinhentos. Não sou uma assanhada mãe-galinha, mas não consigo ficar descansada, provavelmente porque a zona onde vivemos a nível de trândito é algo complicada. Faz-me muita confusão deixá-lo ir sozinho a qualquer lado. Também ainda fez 10 anos agora e não tardará o dia em que vai ficar envergonhado de andar com a mãe atrás, e nessa altura, por mais que me custe, vou ter de lhe dar o espaço dele... sempre com um olho fechado e outro aberto!!! LOLL

Na verdade, a conclusão que tirei deste artigo que podem ler em http://time.com/3720541/how-to-parent-like-a-german/?xid=time_socialflow_twitter foi que, às vezes, querer controlar tudo pode não ser tão benéfico como pensamos. É certo que não vou passar a deixar o rapaz à solta, nem pouco mais ou menos, mas às vezes, se relaxar um pouco posso transmitir-lhe mais confiança. Sabemos como os nossos filhos ficam orgulhosos da confiança que depositamos neles e isso também é muito importante para o seu desenvolvimento, fazê-los sentir "eu sou capaz!".

   

      

     

 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O 'não' que te vai fazer feliz um dia...

Ser mãe (ou pai) é desafiante a cada minuto que passa... e a aventura começa logo naquele instante em que se recebe a notícia mais estonteante da nossa vida: vamos ser pais!! Tantas decisões para serem tomadas, tantas dúvidas para esclarecer, tantos receios a ultrapassar. Nove meses em autêntico turbilhão de emoções... que não serão nada comparadas com o que se seguirá quando aquele serzinho (aparentemente) frágil e indefeso sair cá para fora.




(Mamãs à espera de bebé, recomenda-se pararem a leitura deste post por aqui...) ;)

A ditadura começa logo ao primeiro choro. O nosso mundo pára de girar quando a nossa cria reclama. Fome, sede, fralda suja, sono, às suas ordens nos colocamos. Os nossos hábitos já enraizados desaparecem à velocidade da luz (ou melhor, do som, e um som bem agudo...), porque aquele bebé torna-se o centro da nossa própria existência. Meses sem dormir decentemente. Quando pensamos que está tudo sossegado e podemos ter um minuto para nós, lá recomeça a rotina toda de dar de mamar, trocar fralda, adormecer...    

Mas o milagre acontece a cada segundo que passa. Tudo no nosso bebé nos inspira carinho e descobrimos em nós uma capacidade de amar para além de tudo aquilo que supúnhamos ser possível. Um amor que nos faz virar feras quando vemos os nossos filhos atacados ou menos bem tratados, que nos faz muitas vezes perder a objetividade e cair no exagero de tudo lhes perdoar sem lhes mostrar as consequências dos seus atos, de tudo lhes dar sem olhar a meios, de só lhes mostrar o lado doce da vida. E quem disse que os pais são perfeitos? Aprendemos a caminhar nesta missão assim como os nossos filhos aprendem os primeiros passos. Caímos vezes sem conta, mas procuramos apoio e levantamo-nos, umas vezes com firmeza, outras mais hesitantes... Não há pais perfeitos, há sim pais que se esforçam, que aprendem com os seus erros.



Sou uma dessas mães, nada perfeitas, cheia de falhas, mas que procura olhar para estes quase dez anos de aprendizagem e retirar lições que permitam um futuro tranquilo e feliz para a nossa família. Não me posso queixar, tirando o gene da teimosia que tanto eu como o meu marido temos e que devemos ter passado em dose dupla ao nosso rebento, o G. é um menino super bem-disposto, tão bem-disposto que às vezes até cansa. Nestes quase dez anos, as gargalhadas dele superaram a uma grande distância as birras, tem um coração lindo, um sorriso que lhe sai projetado da alma, tem tudo isto mas também tem dias menos bons, como qualquer criança - algo de errado se passará com aquela que for sempre irrepreensível.


                          
Nesses momentos menos razoáveis, há que o trazer à terra. Mostrar que mesmo ele sendo o centro do nosso mundo, isso não quer dizer que tudo lhe seja permitido. Que nós, pais, mesmo não sendo os absolutos donos da verdade, temos mais experiência e só pensamos no bem-estar dele, que a sua curta existência ainda não consegue discernir todos os perigos que as suas atitudes e comportamentos podem provocar.

São os momentos 'Não'. Dizer 'não' aos nossos filhos no momento certo é dos melhores contributos que podemos dar para que se tornem adultos responsáveis. Quando tudo são facilidades, o preço a pagar pode ser caro demais. O amor que dedicamos aos nossos filhos não é proporcional às vontades que lhes fazemos. E também não há mal nenhum em lhes fazermos a vontade quando as situações são racionais. O perigo vem quando a criança nunca é contrariada e se torna uma pequena ditadora. Será sempre um adulto que não saberá lidar com as suas frustrações.