quinta-feira, 18 de agosto de 2016

É dando que se recebe

Numa casa pequena não é nada fácil a tarefa de arrumar uma grande quantidade de coisas. Se a essa casa pequena juntarmos uma criança, com toda a parafernália implicada, as coisas ficam ainda mais complicadas.

 Já andava a adiar esta arrumação há algum tempo. Mas ontem deitei mãos à obra, auxiliada pelo meu fiel escudeiro de nove anos. Afinal, eram as coisas dele e a última coisa que eu queria era dramas por ter deitado fora alguma coisa pela qual ele tivesse grande estima. Além disso, ele adora estas tarefas e acaba por ser mais divertido.

A parte piorzinha foi a das gavetas dos brinquedos mais pequenos. Bonecos, bonequinhos, bonequitos... a uma dada altura eu já nem via bem! As gavetas dos carrinhos, outro stress, até porque os carrinhos eram a minha paixão de garota e a dada altura já achava que ele estava a exagerar no desapego. Não é por ser a minha cria, mas este menino tem um coração de ouro. Desde pequenino que o habituámos a repartir as suas coisas com quem mais precisa, mas para filho único, surpreende-me muitas vezes.



Das 'pequenices' passámos para a 'artilharia pesada'. Ficou maravilhado por encontrar brinquedos de que já nem se lembrava. A desarrumação tem coisas destas... ele nem tem assim tantas coisas, mas como o espaço é pequeno, acabam por estar mais amontoadas e de difícil acesso. Foi tipo um Natal antecipado...

No final, estávamos cansados mas orgulhosos da arrumação. E tínhamos juntado uma boa quantidade de coisas para entregar numa associação que acolhe e apoia mães solteiras em situação mais difícil.

A juntar aos brinquedos, a cama de bebé do G., não sem alguma pena minha, que a adorava e gostava de manter, mas o espaço da arrecadação é finito e a sua finitude tem sido gritante nos últimos tempos, já para não dizer que vai ser mais útil do que desmontada e arrumada a um canto. Mais uma cadeirinha do carro e a mesinha do Pooh que está desmontada há anos e encontrará certamente alguém que lhe dê mais uso.

Hoje em dia vemos na televisão, na internet ou nos jornais tantas desgraças, pessoas que de repente perdem tudo, ainda há dias atrás com os incêndios que assolaram o país. E penso tantas vezes, quando tenho alguma coisa para doar 'agora ajudo eu, mas nunca se sabe se um dia não poderei estar do outro lado a precisar de ajuda'... E o saber que aquela pequenina ajuda pode ser imensa para alguém a quem a vida tirou o tapete, já me enche o coração.

  

    

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Falta de Vitamina D

Quando fui fazer o meu último check-up, tive uma surpresa inesperada. Apesar de o colesterol ter diminuído bastante, assim como os chatos dos triglicéridos e de não terem sido detetados outros problemas - até a doida da minha tiróide se portou bem - fiquei surpreendida quando o médico me disse que estava com carência de Vitamina D (facilita a absorção do cálcio pelo nosso organismo e pensa-se que pode ser eficaz na prevenção de certos tipos de cancro).


   Pelo  que eu sabia, uma das fontes de Vitamina D é o sol. A nível dos alimentos, não são muitos os que a podem proporcionar: peixes gordos e fígado de vaca são os principais, mas podemos também encontrá-la em menor proporção nos cereais, no leite e nos ovos.





Como até ando muito na rua durante o dia, e no verão faço praia, nunca pensei que pudesse ter carência desta vitamina. Mas, pelo que me foi explicado, para o nosso corpo produzir Vitamina D a partir do sol, é necessário que a pele absorva raios ultravioleta na altura em que o sol está mais alto. Ah bom!! Assim já percebo melhor, é precisamente a altura do dia em que, no verão, mais me protejo (do raio) dos raios! Já para não dizer que uso sempre uma camada generosa de protetor solar (cortesia da rosácea com que também fui brindada há uns anos atrás...), o que impede ainda mais os raios ultravioleta de penetrarem na pele. Além disso são só umas duas horas por dia em que o sol se encontra nessa posição ideal. 





 Assim sendo, foi-me receitada Vitamina D em comprimidos, um por mês, devem ser uma autêntica bomba. E ponho-me a pensar, se não fossem os exames de rotina, bem que nunca teria dado por essa carência. E sendo a vitamina D tão importante para combater a osteoporose, mais um problema poderia no futuro vir a caminho. Espero que não :)     



    


     

terça-feira, 16 de agosto de 2016

A minha luta contra o excesso de peso

Em pequenina era bem redondinha, mas quando entrei para o 1º ano já tinha perdido aquele meu ar roliço. Entrei na adolescência sempre sem quaisquer problemas de excesso de peso, comia de tudo e perdia peso mais facilmente do que aquele que ganhava. As coisas mudaram ligeiramente quando comecei a tomar a pílula anticoncepcional. Comecei a notar algumas alterações e ganhei mesmo uns quilinhos extra. O meu peso costumava andar pelos 55kg (tenho 1,65m de altura), frequentemente baixava 1 ou 2 kg, mas de repente passei para os 63kg.




Depois de casar, aos 24 anos, nunca mais voltei a ter menos de 65kg. Quando engravidei estava com 69kg e decidi que uma das minhas principais preocupações na gravidez tinha obrigatoriamente de ser o controlo de peso, para não pôr o meu bebé em risco e não ter acrescidos problemas de saúde. Foi uma gravidez abençoada, felizmente não me apeteciam doces nem nada do género, mas toneladas de fruta, talvez por ser verão. Desconhecia os teores de açúcar presentes nas diferentes frutas e apanhei um valente susto quando as análises detetaram que andava perto de uma diabetes gestacional. Como podia ser se não comia doces, nem gelados? Pois se eu até congelava iogurtes magros para comer como gelados e não ser tentada a fazer disparates... Pois, e fazia muito bem, não fazia lá muito bem era em comer 3 ou 4 laranjas por dia... essas sim, estavam a estragar tudo. Uma não faria mal, mas eu comia-as literalmente às carradas. 

  

Passei a ser mais disciplinada e a ter em casa mais melancia, morangos (muito bem lavados), muitas peras e maçãs e a evitar a banana, as uvas e as frutas exóticas mais doces. Funcionou, tudo voltou ao normal e no final dos nove meses havia engordado 9kg, e o meu bebé nasceu com  3,350Kg e umas lindas bochechinhas. Saí da maternidade com um kg a menos do que quando engravidara. 

Amamentei até aos 8 meses e como o meu G. sempre foi um bebé comilão, não tive grandes problemas, é certo que não conseguia reverter para o peso de solteira, mas pelo menos também não engordava.

Quando o meu filho nasceu, passei a trabalhar em casa, apesar de pertencer à mesma empresa. Aí, comecei a notar que ganhava peso com muita facilidade. Quando o meu pequenote tinha dois anos e meio, o meu marido teve um problema de saúde grave e passou praticamente um mês no hospital. Com a correria e as preocupações emagreci 2 ou 3 kg, mas quando tudo acalmou, os safados voltaram.

O que mais estranhei foi que devido ao problema de saúde do meu marido, estávamos a fazer uma alimentação mais equilibrada, mas atribuí ao facto de eu ter um horário um bocadinho louco (acordava às 5h e muitas vezes para me deitar cedo acabava por ir deitar-me logo a seguir ao jantar).

Até que uma médica desconfiou que eu poderia ter problemas de tiróide, o que se confirmou. Uma tiroidite de Hashimoto, com tendência para o hipotiroidismo. Aí percebi que uma data de sintomas que tinha e sempre havia desvalorizado, se deviam ao facto de a minha tiróide não funcionar tão bem quanto deveria. Mas pelos vistos ela funciona mal, mas não suficientemente mal para que possa ser medicada. Ou  seja, o problema permaneceu. 

Depois veio um aumento mais substancial de peso. No verão de 2015, estava com 86kg e tinha a noção que até já devia ter pesado mais um ou dois kg do que tinha quando finalmente enfrentei a balança. Quando as férias começaram e vi fotos minhas, não queria acreditar. Tinha 38 anos, hipertensão que já me obrigava a tomar medicação, problemas na anca que se agravariam à medida que engordasse ou pelo menos se mantivesse aquele peso e psicologicamente começava a sentir-me afetada.


Nesse agosto de 2015, que nunca mais vou esquecer, decidi virar a página. Mesmo durante as férias comecei já a evitar 'comportamentos de risco'...  o inofensivo gelado, os hidratos de carbono ao jantar, o dormir de barriga cheia, guerra aos refrigerantes... a luta começou! 

No regresso fiz duas coisas que, no meu caso, resultaram muito bem. Uma delas foi ter estabelecido uma meta: 65kg. Como é óbvio queria ainda menos, mas 65 já me pareciam tão improváveis que resolvi estabelecer uma meta não muito irreal. Outra coisa, e que me ajudou muito a perceber algumas dinâmicas da alimentação, foi ter instalado a aplicação Fatsecret. Nos primeiros meses, apontava lá tudo aquilo que ingeria e fazia a contagem de calorias. Ia inserindo também as minhas pesagens, e acabava por funcionar como um incentivo. 



Os resultados começaram a surgir, também porque fui alterando as minhas rotinas alimentares. Da minha alimentação passaram a constar alimentos como os flocos de aveia, farelo de trigo, quinoa, chia, sementes variadas, frutos secos, beterraba, farinha de alfarroba, queijo quark, etc. Passei a beber pelo menos 1L de chá por dia, geralmente até bebo mais, tenho sempre em atenção que o chá verde não prejudique a minha hipertensão, mas tem sido tranquilo. 

Muitas maçãs e peras e nem as cenouras escapam quando me dá vontade de trincar alguma coisa. Se faço algum bolo em casa, opto sempre pela farinha integral. Muita sopinha, e procuro ter sempre variedade de legumes congelados em casa, para quando não há frescos, não haver desculpa. Comecei também a usar leite de soja, mas confesso que foi mais por me sentir menos inchada do que propriamente por uma questão de peso. Quando faço uma refeição que tradicionalmente leve natas, uso creme de soja, uma alternativa mais saudável. Mas também não abuso, é mais para o resto da prole ;) 

E o mais engraçado foi chegar a uma dada altura e perceber que agora até como com mais prazer. Mas o bom disto tudo é, a esta altura do campeonato, estar com 66kg e a 1kg do meu objetivo inicial: os ambicionados 65kg. Este ano diverti-me na praia como já não me divertia há muitos anos. Sinto-me "mais eu" neste novo corpo. E não vejo a hora de me lançar no novo desafio, rumo aos 60kg. Confesso que a uma dada altura fiquei em pânico por estar a conseguir perder peso como há muito não conseguia. Cheguei a achar que podia estar com uma doença grave. Fui ao médico e fiz um chekup completo. Felizmente não havia nada de preocupante, até pelo contrário, tudo o que dantes estava mau, agora estava bem melhor.



               
                      

   



          

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Trinta por uma linha...: Troca de livros

Trinta por uma linha...: Troca de livros: Já fiz várias trocas de livros online e sempre correram bem e como tenho alguns livrinhos que já não cabem nas prateleiras, vou deixar aqui ...

Couscous com legumes para o almoço... nham, nham!!

Dêem-me couscous com mistura de legumes salteados no wok, três vezes ao dia, durante um mês, e não me queixarei. Adoro a mistura dos couscous com o suco dos legumes, é qualquer coisa que definitivamente me enche as medidas...

Hoje lembrei-me que tinha ainda metade de um pacote por utilizar, na despensa, e como gosto tanto (apesar de cá por casa ser, a bem dizer, a única...), fiz já a contar também com o meu almoço de amanhã.
    

São muito simples de fazer: para 3 a 4 pessoas a quantidade é de 250gr, que se colocam numa taça e se misturam com 3 colheres de sopa de azeite. Leva-se 1/4L de água a ferver e nessa altura colocam-se os couscous, vai-se mexendo com o lume baixo, até absorver a maior parte da água (às vezes tenho de acrescentar mais um bocadinho de água se deixo o lume menos brando e a água evapora antes de estarem no ponto). Desliga-se e tapa-se, deixa-se repousar uns minutos e estão prontos.

Tenho sempre em casa uma mistura de legumes de que gosto muito, a mistura chinesa de legumes do Continente, resultam sempre muito bem no wok, e então com os couscous, é um casamento perfeito. 


Há por aí mais apreciadoras(es) de couscous? Como os costumam preparar? E com o que gostam mais de acompanhar?

domingo, 14 de agosto de 2016

Dias do caneco...

Há dias assim. Põe-se o pé fora da cama e começa a logo a tendência para o desastre. A manhã começou ameaçada por aborrecidas cólicas menstruais. Moeram mas não mataram, o banho deu cabo delas. Vitória!! Depois de almoço, aí sim, o manicómio baixou cá em casa.

A máquina de lavar roupa desata aos saltos pela cozinha fora (mostrando uma vida própria que nunca lhe imaginara), vou a correr segurá-la, entala-me o dedo ao bater na parede, mas lá consigo desligar o botão.. coisa que me devia ter lembrado logo de fazer em vez de querer dar uma de Hércules (que não sou!!!)

Sem ter tempo sequer de olhar para o dedo amassado que lateja dolorosamente, corro para o fogão onde se vai queimando lentamente a panqueca de polvilho que deixara na frigideira. Pronto, menos uma panqueca no prato, mais uma no lixo e um cheiro a queimado que dispensava bem...



Enquanto a próxima panqueca vai assando, vou tirar a roupa da máquina. Porreiro, o edredão (que causou toda aquela desgraça por ser leve demais) sai a pingar, porque a centrifugação não tinha ainda terminado. Ohh!! Melhor ainda! A minha blusa nova desbotou e que tivesse manchado a toalha de rosto nem me chateava muito, mas tinha logo de manchar também a Tshirt preferida do meu filho?? Havia necessidade?

Acabo de estender a roupa, de fazer as panquecas, faço a massa das bolachas de canela que o filhote mais logo vai cortar com as quinhentas formas diferentes, coloco no frigorífico e dou uma olhada rápida aos títulos das notícias na net. "Hugh Grant acredita que o segredo do casamento é a traição". A sério??? Anda uma pessoa há 15 anos a empenhar-se a cada dia que passa, juntamente com o seu cônjuge, numa vida harmoniosa, com muito amor, carinho e respeito mútuo, e depois lê-se esta pérola dita por alguém que, sublinhe-se, nunca casou... Amigo Hugh Grant, acredite, assim não vai lá. Isso são filmes a mais, cá na minha humilde opinião ;)      


Aqui chegados...

Aqui chegados, principalmente para os que decidiram perder uns minutos do seu precioso dia para lerem este blogue (a minha respeitosa vénia a todos!), algumas considerações se impõem. 

Sou licenciada em Comunicação Social e nos últimos 14 anos trabalhei numa empresa de Clipping (análise de meios de comunicação) em Lisboa. Foram anos intensos e gratificantes. Muitos laços se estreitaram, muito trabalho de equipa e muito cansaço também, com horários impróprios para o comum dos mortais. 

Como todos os ciclos, este teve o seu início e, infelizmente, também o seu fim. Por dificuldades económicas da empresa, eu e muitos outros colegas deparámo-nos com aquilo que há tempos atrás nos parecia impossível: o temível monstro do desemprego. 

O choque foi imenso, mas há que reagir e ir à luta. E é nessa fase que me encontro, a definir novos objetivos e estratégias. Surge assim este blogue também como uma ajuda para dar o meu grito quando sinto que ninguém me ouve, para me dar alento quando as forçar ameaçarem faltar, para dar a minha opinião mesmo quando ninguém ma pede e para proporcionar também isso tudo a quem está desse lado. 

Por favor, não economizem nos comentários, respondam aos posts, mesmo que seja para me darem na cabeça ou mostrarem que a minha perspetiva das coisas não é igual à vossa. Falem daquilo que gostariam de ver aqui abordado (trintaporumalinhanoticias@gmail.com)... prometo fazer trinta por uma linha para vos dar voz! 

Não há temas tabu, há sim um compromisso de respeito pelas opiniões de todos. Venham daí! :)